CHARACTERIZATION OF BEVERAGE QUALITY IN Coffea canephora Pierre ex A. Froehner

Carolina Augusto de Souza, Rodrigo Barros Rocha, Enrique Anastácio Alves, Alexsandro Lara Teixeira, Janderson Rodrigues Dalazen, Aymbiré Francisco Almeida da Fonseca

Resumo


Differentiation of coffee according to its quality can result in added value. Both the coffee genotype and the environment influence beverage quality. The main species grown in the Amazon region is C. canephora, which includes two distinct botanical varieties: Conilon and Robusta. The aim of this study was to characterize beverage quality in C. canephora and distinguish the Conilon and Robusta botanical varieties and intervarietal hybrids. We evaluated the beverage quality of 130 superior clones from samples of hulled coffee collected in the experimental field of Embrapa Rondônia in the municipality of Ouro Preto do Oeste, RO, Brazil. The beverage was classified according to the Robusta Cupping Protocols, which also considers the nuances of the beverage, described as neutral, fruit-like, exotic, refined, and mild. The final mean values classified the Robusta botanical variety and the intervarietal hybrids as coffees with a premium beverage, and the Conilon botanical variety as usual good quality. The nuances of the Conilon botanical variety were found to be predominantly neutral (78%), as compared to the Robusta botanical variety and the intervarietal hybrids, which exhibited 50% and 44% of their beverages, respectively, with fruit-like, exotic, or mild nuances. The genetic parameters indicate that the genetic component was more important than the environmental in expression of coffee quality attributes. Genetic variability was observed in the population evaluated, except for the Uniform Cup and Clean Cup beverage attributes.


Palavras-chave


Specialty coffees, plant breeding, genetic parameters, conilon, robusta.

Texto completo:

PDF (English)

Referências


AGUIAR, A. D. E. et al. Diversidade química de cafeeiros na espécie Coffea canephora. Bragantia, Campinas,v. 64, n. 4, p. 577-582, jan. 2005.

ALVES, H. M. R.et al. Características ambientais e qualidade da bebida dos cafés do estado de Minas Gerais. Informe Agropecuário, Belo Horizonte,v. 32, n. 261, p. 18-29, mar/abr. 2011.

ALVES, E. A. et al. Terreiro de secador com cobertura móvel para secagem do café Barcaça SECA CAFÉ. Embrapa Rondônia - Comunicado Técnico392 (INFOTECA-E), p.1-4, 2014.

BRASIL, E. C. Novo protocolo de degustação de robustas é testado: Cafés capixabas obtiveram resultados animadores. Revista Conilon Brasil, Vitória,v. 8, n.2, p. 10-11, fev. 2011.

BRASIL. Ministério da Agricultura e Reforma Agrária. Secretaria Nacional de Irrigação. Normais climatológicas: 1961-1990. Brasília: Departamento Nacional de Meteorologia, 1992. 84p.

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Instrução Normativa n. 8, de 11 de junho de 2003. Aprova o regulamento técnico da identidade e de qualidade para a classificação de café beneficiado grão cru. Brasília, 2003. Disponível em: < http://www.codapar.pr.gov.br >. Acesso em: 16 jun. 2016.

Brazil Specialty Coffee Association – BSCA. O que são cafés especiais. Varginha, Brasil, maio de 2017. Disponível em: < http://bsca.com.br/cafes-especiais. php >. Acesso em: 28 maio. 2017.

BRESSANELLO, D.et al.Coffee aroma: Chemometric comparison of the chemical information provided by three different samplings combined with GC–MS to describe the sensory properties in cup. Food chemistry, Oxford. v. 214, p. 218-226, july. 2017.

COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTOCONAB. Acompanhamento de safra brasileira de Café, v. 4 – Safra 2017, n.1 - Primeiro Levantamento, Brasília, p. 1-98, jan.2017. Disponível em: < http://www.conab.gov.br >. Acessoem: 17 fev. 2017.

CRUZ, C. D.; CARNEIRO, P. C. S.; REGAZZI, A. J. Modelos biométricos aplicados ao melhoramento genético. 3. ed. Viçosa: Universidade Federal de Viçosa, 2014. 668 p.

DAVIS, A. P. et al. Growing coffee: Psilanthus (Rubiaceae) subsumed on the basis of molecular and morphological data; implications for the size,

morphology, distribution and evolutionary history of Coffea. Botanical Journal of the Linnean Society, Londres,v. 167, n. 4, p. 357-377, Oct. 2011.

ESQUIVEL,A, P.; JIMÉNEZ B. V. M. Functional properties of coffee and coffee by-products. Food Research International, Burlington, v. 46, n. 2, p. 488–495, May. 2012.

FAGAN, E. B.; et al. Efeito do tempo de formação do grão de café (Coffea sp) na qualidade da bebida. Bioscience Journal,Uberlândia, v. 27, n. 5, p. 729-738, Sept/Oct. 2011.

FALCONER, D.S.; MACKAY, T.F.C.Introduction to quantitative genetics. 4th ed. Longman Group Limited, Edinburgh, 1996. 463p.

FERRÃO, M. A. G.et al.Genetic divergence in Conilon coffee revealed by RAPD markers. Crop Breeding and Applied Biotechnology, Londrina, v. 9, n. 1, p. 67-74, jan, 2009.

FERRÃO, R. G. et al. Genetic parameters in Conilon coffee. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v. 43, n. 1, p. 61-69, Jan. 2008.

FERREIRA, A. D. et al. Análise sensorial de diferentes genótipos de cafeeiros Bourbon. Interciencia, Caracas, v. 37, n. 5, p. 390-394, May. 2012.

FONSECA, A. F. A.; FERRÃO, M. A. G.; FERRÃO, R. G. Vantagens e riscos no uso de mudas clonais de Coffea canephora. Visão Agrícola, Piracicaba, v. 12, p. 17 - 18, jan/jul. 2013.

MARCOLAN, A. L. et al. Cultivo dos cafeeiros conilon e Robusta para Rondônia. Porto Velho: EMBRAPA Rondônia, 2009. 67 p. (EMBRAPA Rondônia: Sistema de Produção, 33).

MARCOLAN, A. L.; ESPINDULA, M. C. Café na Amazônia. 1.ed. Brasília: Embrapa, 2015. 474 p. MARTINEZ, H. E. P. et al. Coffee mineral nutrition and beverage quality. Revista Ceres, Viçosa, v. 61, n. suppl, p. 838-848, Nov/Dec. 2014.

MENDONÇA, L. V. L.; PEREIRA, R. G. F. A.; MENDES, A. N. G. Parâmetros bromatológicos de grãos crus e torrados de cultivares de café (Coffea arabica L.). Ciência e Tecnologia de Alimentos, Campinas, v. 25, n. 2, p. 239-243, abr/jun. 2005.

MONTAGNON, C.; LEROY, T.; YAPO, A. Diversité génotypique et phénotypique de quelques groupes de caféiers (Coffea canephora Pierre) en collection. Conséquences sur leur utilisation en sélection. Café cacao thé, Paris, v. 36, n. 3, p. 187-198, 1992.

MOURA, S. D. et al. Avaliações físicas, químicas e sensoriais de blends de café arábica com café canephora (robusta). Brazilian Journal Food Technology, Campinas,v. 10, n. 4, p. 271-277, Oct/Dec. 2007.

NASCIMENTO, E. A. et al. Constituintes voláteis e odorantes potentes do café conilon em diferentes graus de torração. Ciência & Engenharia, Uberlândia, v. 16, n. 1-2, p. 23-30, jan. 2008.

NAVARINI, L.; RIVETTI, D. Water quality for Espresso coffee. Food chemistry, Oxford. v. 122, n. 2, p. 424-428, Sept. 2010.

RAMALHO, A. R. et al. Progresso genético da produtividade de café beneficiado com a seleção de clones de cafeeiro ‘Conilon’. Revista Ciência Agronômica, Fortaleza, v. 47, n. 3, p. 516-523, jul/set. 2016.

RIBEIRO, B. B. et al. Avaliação química e sensorial de blends de Coffea canephora Pierre e Coffea arabica L. Coffee Science, Lavras, v. 9, n. 2, p. 178-186, abr/jun. 2014.

ROCHA, R. B. et al. Adaptabilidade e estabilidade da produção de café beneficiado em Coffea canephora. Ciência Rural, Santa Maria, v.45, n.9, p. 1531-1537, set. 2015.

ROCHA, R. B. et al. Caracterização e uso da variabilidade genética de banco ativo de germoplasma de Coffea canephora Pierre ex Froehner. Coffee Science, Lavras, v. 8, n. 4, p. 478-485 out/dez. 2013.

ROHDE, L. A.; CASTAGNA, A. C. Os diferentes clusters de consumidores do café brasileiro: estudo sobre as atitudes, crenças e marca Brasil. Estudo & Debate, Lajeado, v. 23, n. 2, p. 311-329, dez. 2016.

SALVA, T. J. G.; LIMA, V. A composição química do café e as características da bebida e do grão. O Agronômico, Campinas,v. 59, n. 1, p. 57-59, nov. 2007.

SANTOS, P.L. Levantamento semi-detalhado dos solos do campo experimental de Ouro Preto D´Oeste. Embrapa Amazônia Oriental Documentos, Belém, n.8, p.1-38, 1999.

SCHLINDWEIN, J. A. et al. Solos de Rondônia: usos e perspectivas. Revista Brasileira de Ciências da Amazônia, v. 1, n. 1, p. 213-231, jan. 2013.

SCHOLZ, M. B. S. et al. Características físico-químicas de grãos verdes e torrados de cultivares de café (Coffea arabica L.) do IAPAR. Coffee Science, Lavras, v. 6, n. 3, p. 245-255, set/dez. 2011.

SILVA, M. C. et al. Caracterização química e sensorial de cafés da chapada de minas, visando determinar a qualidade final do café de alguns municípios produtores. Ciência e Agrotecnologia, Lavras, v. 33, p. 1782-1787, Edição especial. 2009.

SOUZA, F. F. et al. Aspectos gerais da biologia e da diversidade genética de Coffea canephora. In: MARCOLAN, A.L; ESPINDULA, M.C.(Org.) Café na Amazônia. Brasília, DF: Embrapa, 2015. p. 85-95.

SUNARHARUM, W. B.; WILLIAMS, D. J.; SMYTH, H. E. Complexity of coffee Flavor: A compositional and sensory perspective. Food Research International, Saskatchewan,v. 62, n 1, p. 315-325, Aug. 2014.

TONETTI, D.; PAVAN, D.; DALBOSCO, I. Análise da viabilidade mercadológica da exportação do café essenza produzido pela empresa brasitália para os estados unidos. Unoesc & Ciência-ACSA, Joaçaba, v. 6, n. 2, p. 163-170, jul/dez. 2015.

UCDA- Uganda Coffee Development Authority. Robusta cupping protocols. PSCB 123/10. Londres, Inglaterra, Junho de 2010. Disponível em: < http://dev.ico.org/documents/pscb-123-p-robusta.pdf >. Acesso em: 20 maio. 2017.

VENCOVSKY, R.; BARRIGA, P. Componentes da variação fenotípica: análise em um ambiente. In:__________. Genética biométtrica no fitomelhoramento. Ribeirão Preto: Sociedade Brasileira de Genética, 1992. cap. 3, p.83-232.

VENEZIANO, W. Avaliação de progênies de cafeeiros (Coffea canephora Pierre ex. Froehner) em Rondônia. 1993. 78 p. Tese (Doutorado em Fitotecnia)-Escola Superior de Agricultura’Luiz de Queiroz’–USP, Piracicaba, 1993.

VERDIN FILHO. et al. The beverage quality of Conilon coffee that is kept in the field after harvesting: Quantifying daily losses. African Journal of Agricultural Research, Lagos,v. 11, n. 33, p. 3134-3140, Aug. 2016.




DOI: http://dx.doi.org/10.25186/cs.v13i2.1419

Apontamentos

  • Não há apontamentos.